Cavalo

A figura do cavalo está presente em todos os povos, desde o período paleolítico até a era industrial eles têm desempenhado um importante papel na maioria das culturas.

Associado originalmente às trevas, quer ele surja galopante das entranhas da terra ou das abissais profundezas do mar. Filho da noite e do mistério esse cavalo arquetípico é portador da morte e da vida em um só tempo, ligado ao fogo destruidor e triunfador, como também à água, nutriente e asfixiante, com apenas uma batida de seu casco ele faz brotar fonte de água. Mas como a noite conduz ao dia, o mesmo ocorre ao cavalo, que deixa seu aspecto sombrio e se torna símbolo da luz.

Como símbolo ctônico (deuses ou espíritos do mundo subterrâneo) foi visto como símbolo de força, guia das almas, por isso em muitas culturas o cavalo era sacrificado e enterrado junto ao seu dono.

O cavaleiro medieval precisava de no mínimo 4 cavalos, tendo como simbologia a prontidão de serviço para o rei e para o país, representando também força, devoção e firmeza.

Cristãos primitivos usavam o símbolo do cavalo para representar alegria e vitória definitiva, especialmente em túmulos de mártires. Em contraste a isso, a Igreja Cristã também vê o cavalo como símbolo da soberba pela forma como elevam a cabeça.

Associado à luxúria nos Bestiários da idade média, o cavalo é considerado um símbolo universal de energia colocado a serviço de paixões humanas, em particular a sexual, que não dominada leva o homem à destruição.

No Hinduísmo, o deus Surya (Deus chefe do Sol) é representado em pé em cima de 7 cavalos representando a força domada pela razão, já no Zoroastrismo o espírito maligno de Arimã é representado por um cavalo em alusão à força.

Nas antigas culturas também era símbolo do sol, onde cavalos puxam o carro do Sol, que também é o carro de Apolo na cultura Grega. Ele também pode representar o instinto incontrolável, juventude e virilidade nos seres compostos como centauros.

Na evolução, Pégaso, o cavalo alado simboliza a luz e deriva para os cavalos brancos que têm simbologia de pureza, seres celestiais. Podemos citar como exemplo o unicórnio que somente pode ser capturado por uma virgem, e voltando ao Hinduísmo, podemos citar um cavalo branco que transportava as escrituras santas ao Tibete, além de observarmos que um cavalo luminoso conduziu Maomé ao céu.

Ele é o sétimo signo zodiacal chinês, que descreve uma natureza alegre e charmosa, mas colérica, volúvel e teimosa.

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