Coruja

Esta ave de hábitos noturnos para muitos povos simboliza conhecimento e sabedoria por sua capacidade de enxergar através da escuridão, vendo o que os outros não veem.

Enquanto os demais dormem, ela fica acordada vigilante e atenta a tudo que ocorre a sua volta, além disso, consegue girar seu pescoço em até 270° para observar ao seu redor, permanecendo com o restante do corpo sem o menor movimento. A grande capacidade de visão e audição torna a coruja exímia caçadora e devido a estas características ela representa, em muitas culturas, uma poderosa e profunda conhecedora do oculto.

Sua imagem também está ligada a reflexão, conhecimento racional e intuitivo. Uma tradição antiga dizia que quem comesse sua carne adquiriria os dons de previsão e clarividência, mostrando poderes divinatórios.

Quando um pai ou mãe ressalta com certo exagero as qualidades dos filhos diz-se que são pais corujas e o mesmo adjetivo se estende a outros familiares com comportamento semelhante.

Na tradição dos índios norte-americanos fala-se que a coruja mora no leste, lugar de iluminação e, considerando que ela enxerga no escuro da noite e os humanos temem a escuridão, os indígenas acreditam que onde os humanos se iludem a coruja percebe tudo com clareza.

Por ter hábitos noturnos e morar em cavernas, alguns associam a imagem da coruja ao inconsciente humano.

Também para os gregos, que consideravam o período da noite como o momento propício para o pensamento filosófico e para revelações, esta ave era vista como símbolo de busca pelo conhecimento.

Ainda na mitologia grega temos Athena, a deusa da sabedoria e da guerra, que tinha uma coruja como mascote e segundo a lenda esta lhe revelava as verdades invisíveis.

No império romano ela era tida como um animal agourento e seu canto anunciaria que a morte estava próxima.

Já o Egito e a Índia consideravam a coruja como a ave dos mortos. E como hieróglifo egípcio representa a morte, a noite, o frio e a passividade.

Na china, a coruja desempenha um importante papel como animal aterrorizante, ligado ao raio que clareia a noite, ao tambor que atravessa o silêncio e ao predomínio do principio yang (yin e yang) intensificado até a destruição. Mas por ver no escuro e ser considerada séria e dada a meditação, é também um símbolo de sabedoria que atravessa a escuridão da ignorância.

Na atualidade, escoteiros e os cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras a adotam como mascote.

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