TetragrammatonAproximadamente 5 min de leitura

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O Tetragrammaton não é meramente um amuleto de proteção, é uma das mais profundas sínteses geométricas do ocultismo ocidental. Este pantáculo funciona como um espelho do Universo, um mapa onde cada traço, letra e símbolo atua como uma engrenagem em uma máquina de alta frequência vibracional.

Ao contemplar o Tetragrammaton, somos convidados a ler uma “bíblia em uma única página”, onde o caos é ordenado pela vontade espiritual.

O Tetragrammaton é considerado um “Yantra”1 de proteção. Quando usado corretamente, serve para:

1 – Proteção Psíquica/Espiritual: Afastar inveja, raiva e energias de baixa frequência.

2 – Equilíbrio: Harmonizar as forças elementais dentro do indivíduo (espírito domina matéria).

3 – Conexão Divina: Invocar proteção sagrada no lar ou uso pessoal.

No centro da composição reside a estrela flamígera. Representando o homem em plenitude, o pentagrama com a ponta voltada para o alto afirma a soberania do Espírito sobre a matéria. É o símbolo do ser humano de braços e pernas abertos, equilibrando os quatro elementos, a saber Terra, Ar, Fogo e Água, sob a égide do Éter, a Quinta Essência. É, em essência, a afirmação de que a vontade consciente deve dominar as paixões animais.

A alma do símbolo reside nas inscrições hebraicas Yod (י), He (ה), Vav (ו), He (ה). Este é o Nome Inefável2 de Deus, o Verbo Primordial que deu origem à criação.

  • Yod: O princípio ativo e a centelha divina.
  • He/Vav/He: O processo de manifestação e a densificação da luz na forma.

Ao redor da estrela, a palavra grega TE-TRA-GRAM-MA-TON sela o amuleto, evocando a autoridade do “Nome de Quatro Letras” para organizar o campo energético e repelir influências desarmônicas.

Ele incorpora diversos símbolos ao seu redor:

  • Alfa e Ômega: As letras gregas que abrem e fecham o alfabeto reforçam que o conhecimento contido ali é eterno, do início ao fim.
  • Os Olhos do Pai (no topo): Representam a sabedoria divina e a vigilância de Deus sobre a criação. Frequentemente associado ao planeta Júpiter.
  • Adam e Eva (אדם, אבּה – nos lados): Representam a polaridade masculino/feminino, a humanidade e a criação.
  • O Caduceu de Mercúrio (embaixo): Simboliza o equilíbrio das forças opostas, a sabedoria e a medicina.
  • Letras e Números (1-2-3): Referem-se aos números esotéricos que sintetizam a trindade e a criação, como no alfabeto ocultista:
    • 1-2: Representa o pai e a mãe (Masculino/Feminino).
    • 1-2-3: Representa o Pai, a Mãe e o Filho (Trindade/Equilíbrio).
  • O Cálice ou Taça: A receptividade emocional e a intuição, representa o útero feminino da criação, é o elemento Água.
  • A Espada Flamejante, abaixo de M.A.: O discernimento que corta a ignorância, representa o elemento Fogo, a vontade, a força, o falo, símbolo de fertilidade.
  • O Báculo ou Bastão: A vontade direcionada e o comando, elemento Ar.
  • O Pantáculo, ou Moeda: A realização no plano físico e a prosperidade, elemento Terra
  • O Caduceu de Mercúrio: Abaixo do centro, com suas serpentes entrelaçadas representa a harmonização das correntes energéticas e a ascensão da consciência (Kundalini) através do equilíbrio entre o rigor e a misericórdia.

Distribuídos pelas pontas e ângulos, encontramos os glifos dos astros, que governam o destino e a psique:

  • Saturno (♄): No topo, simboliza o tempo, a lei e a estrutura.
  • Marte (♂): Nas laterais superiores, evoca a força e a coragem necessária para o combate espiritual.
  • Vênus (♀) e Mercúrio (☿): Nas bases, harmonizam o amor e a inteligência.
  • Sol (☉) e Lua (☽): No centro, representam a união das polaridades, a consciência radiante e a intuição profunda.

Sobre a estrela, os Olhos da Providência permanecem sempre abertos, simbolizando a Vigilância Eterna da consciência que nunca dorme e a percepção espiritual que atravessa o véu das ilusões.

Ele simboliza que o ser humano, quando equilibrado e consciente de suas ferramentas, torna-se senhor de seu próprio destino. Em um mundo onde nos sentimos frequentemente desconectados, revisitar esses símbolos nos ajuda a recuperar o sentido de ordem e propósito.

 

1 – Yantra: Embora tenha origem nas tradições orientais, como o Hinduísmo e o Budismo, o termo Yantra é utilizado aqui em seu sentido técnico universal: um “instrumento” ou “máquina” geométrica. No estudo da simbologia, um Yantra é um desenho sagrado que atua como um ponto de foco para a mente e um organizador de energias, servindo para sintonizar a consciência com forças espirituais específicas, exatamente como ocorre com a geometria do Tetragrammaton.

2 – Nome Inefável: O termo “inefável” refere-se a algo que é sagrado demais para ser pronunciado ou que não pode ser expresso em palavras. Na tradição judaica, o nome de Deus YHWH é considerado impronunciável, não por ser secreto, mas por sua magnitude espiritual. Em vez de lê-lo literalmente, utilizam-se substitutos como Adonai (Senhor) ou HaShem (O Nome), preservando assim a pureza e o mistério da força criadora.

Valter Cichini Jr:.

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